A Arquidiocese de Brasília fez um importante esclarecimento sobre a situação do padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, vinculado à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX). O Cardeal Paulo Cezar Costa divulgou uma nota na última sexta-feira, 10, trazendo informações sobre as recentes ordenações episcopais realizadas pela FSSPX em Ecône, na Suíça, que ocorreram no dia 1º de julho. Essas ordenações aconteceram sem um mandato pontifício, o que gerou repercussões significativas.
O Dicastério para a Doutrina da Fé se manifestou, confirmando que os padres e fiéis ligados à FSSPX estão em estado de cisma e excomunhão. Isso significa que, desde 5 de abril do ano passado, o padre Françoá se considera “aderente” à FSSPX, uma situação que o coloca fora da comunhão da Igreja. Com isso, todos os atos ministeriais que ele realizar a partir da excomunhão são considerados “ilícitos”, e as absolvições no sacramento da Penitência, além dos matrimônios que ele conduzir, são tidos como “nulos e inválidos”.
### Exortação aos fiéis
O Cardeal Costa também fez um apelo aos fiéis leigos que, de maneira formal, se unem à FSSPX. Aqueles que compartilham das razões de ruptura e rejeitam a autoridade do Papa e dos bispos em comunhão com ele também estão em situação de cisma e excomunhão. Ele enfatiza que as celebrações e atividades promovidas na chamada “Capela Santo Atanásio” são irregulares, pois não estão em comunhão com o Romano Pontífice nem com o Arcebispo Metropolitano de Brasília. É um alerta para que os fiéis evitem essas atividades, que podem levar a uma adesão gradual ao cisma.
O arcebispo reforçou a importância de manter a comunhão com o Papa, destacando que a unidade e a comunhão com a Igreja se manifestam por meio da profissão da mesma fé, da celebração dos sacramentos e da submissão aos pastores legítimos. Ele encoraja todos a aderirem ao Magistério da Igreja, considerando isso uma verdadeira expressão de fidelidade à Tradição. Além disso, recomenda que se evitem contextos que possam promover uma ruptura prática da unidade e da comunhão.
Essa mensagem é um lembrete da importância da união e da continuidade na fé, especialmente em tempos de incerteza.