Cisjordânia manifesta sua dor em meio ao conflito atual

Recentemente, padre Ibrahim Faltas fez um apelo à paz na Cisjordânia, ecoando o pedido do Papa Leão XIV. O sacerdote, que é diretor das escolas da Custódia da Terra Santa, comentou sobre a situação delicada que a região enfrenta. Durante a oração do Angelus, no último domingo, o Papa expressou sua preocupação com o aumento da violência na área e pediu que se busque uma solução política justa.

Padre Faltas destacou que a violência, que nunca foi estranha a essa terra, está se intensificando novamente. Ele comparou a situação da Cisjordânia à de Gaza, afirmando que a região “queima, sangra e grita” sua dor. Para ele, cada dia é marcado por destruição e sofrimento. “As pessoas estão morrendo em uma guerra não oficial, que parece não ter fim”, afirmou, revelando a gravidade da situação.

A vida na Cisjordânia tem sido sufocada pela violência. O padre compartilhou que recebe muitos pedidos de ajuda, já que as necessidades se tornaram extremas. O cotidiano da população é marcado por postos de controle que se tornaram parte da paisagem, enquanto os assentamentos cercam as aldeias, limitando ainda mais a vida dos palestinos. “Os jovens estão sem esperança e sem uma perspectiva de futuro. As crianças, ao olharem ao redor, veem apenas destruição e a perda de seus sonhos”, disse ele.

Essa realidade de medo e insegurança já dura meses — ou até anos — e tem deixado a população em estado de desespero. “As pessoas vivem aterrorizadas com as incursões de colonos, que espalham pânico sem enfrentar consequências. Não há abrigo nem proteção, nem mesmo em suas próprias casas”, lamentou padre Faltas.

Ele concluiu ressaltando a importância dos apelos do Papa por paz e diálogo, enfatizando que essas vozes precisam ser ouvidas, especialmente por aqueles que perpetuam a violência. “As eleições que se aproximam em Israel e na Palestina devem ser uma oportunidade para estabelecer justiça e equilíbrio. A fé e a esperança de um futuro melhor ainda estão presentes em muitos corações”, finalizou o sacerdote.

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João Ribeiro