Papa planeja visitar os EUA para promover a paz

O Papa Leão XIV teve um encontro especial nesta quarta-feira, 29, em Castel Gandolfo, onde participou do “Cântico de Paz”, um evento que reuniu crianças de diferentes religiões e nacionalidades para orar pela paz. Após a cerimônia, ele deu uma entrevista às emissoras NBC e Telemundo, e aproveitou para compartilhar algumas reflexões sobre a importância da união e seu desejo de visitar os Estados Unidos, seu país natal.

Durante o evento, o Papa ficou emocionado ao ver crianças cantando e orando. Ele destacou como essas vozes infantis nos fazem refletir sobre questões profundas e simples: “Por que existe a guerra e não a paz? Por que existe o ódio e não o amor?”. Para ele, as crianças têm muito a nos ensinar, e é essencial que redescubramos a beleza das relações humanas. Ele acredita que, ao deixarmos de lado as diferenças, conseguimos enxergar a riqueza que cada um traz consigo.

Leão XIV, sendo o primeiro Papa americano, também falou sobre sua identidade. Ele se vê primeiramente como o Papa da Igreja universal, e não apenas como um líder de seu país. Mesmo assim, ele não nega o amor que sente pelos Estados Unidos e reconhece o significado especial que sua origem tem para o povo americano. “A liberdade e a oportunidade que o país representa são coisas que valorizo muito. Isso é parte da identidade americana, e sempre defenderei esses princípios”, disse ele, lembrando que vem de uma família de imigrantes.

Sobre uma possível visita aos Estados Unidos, o Papa manifestou seu desejo de ir pessoalmente para reforçar seu compromisso pela paz. Ele mencionou que estava analisando o calendário e, embora ainda não tenha nada definido, espera que essa visita aconteça em breve. “Vocês me verão lá”, afirmou, transmitindo esperança e entusiasmo.

Além disso, Leão XIV fez um apelo aos migrantes, pedindo que eles mantenham a esperança e busquem viver de maneira ordenada. Ele enfatizou que é preciso reconhecer a importância de construir uma sociedade em paz, com coragem e esperança como aliados.

Essas mensagens refletem não apenas o papel do Papa, mas também um desejo genuíno de promover a paz e a harmonia entre os povos.

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João Ribeiro