Neste último domingo, dia 2, o Papa Leão XIV se mostrou preocupado com a situação em Ceuta, um enclave espanhol que fica no Marrocos. Durante sua oração do Angelus, ele mencionou a “situação alarmante” que a cidade enfrenta e fez um apelo por soluções que tragam paz, estabilidade e justiça. Em um tom solene, o Papa pediu a Deus, através da intercessão de Nossa Senhora da África, que a situação se resolva da melhor maneira.
Ceuta está passando por uma verdadeira crise humanitária. As instalações que deveriam acolher os migrantes estão superlotadas, e muitas pessoas estão dormindo ao relento, sem saber o que vai acontecer com elas. Além disso, Melilla, outro enclave espanhol na mesma região, também viu um aumento significativo no número de chegadas. Centenas de jovens tentaram atravessar a fronteira, resultando em confrontos com as forças de segurança marroquinas. Para lidar com essa situação, as autoridades intensificaram os controles, fecharam temporariamente o posto de fronteira e mobilizaram um grande dispositivo de segurança.
Após seu apelo por Ceuta, o Papa fez um convite aos fiéis para que continuem orando pela paz mundial. Ele lembrou das vítimas de guerras, especialmente das crianças, idosos e pessoas doentes, que são os mais vulneráveis em momentos de conflito. O Santo Padre pediu que Deus conforte os que sofrem e abençoe o trabalho daqueles que dedicam suas vidas a ajudar quem precisa.
Além disso, o dia 2 de agosto também é especial por marcar o Perdão de Assis, uma data que permite aos fiéis obterem uma indulgência plenária. O Papa Leão XIV contou que essa indulgência foi concedida por Papa Honório III a São Francisco em 1216, durante uma visão que ele teve enquanto rezava na Porciúncula. Ele incentivou todos a valorizarem essa dádiva, especialmente neste ano que marca o oitavo centenário da morte de São Francisco, que faleceu em 3 de outubro de 1226. É um momento de reflexão e gratidão, que nos lembra da importância da compaixão e da solidariedade.