Pastor relata proteção divina após ciclone destruir igreja no RS

Na última quinta-feira, dia 6, o Rio Grande do Sul enfrentou um evento climático bastante intenso, com a passagem de um ciclone que trouxe ventos violentos e até um tornado. Essa situação causou rajadas de vento que chegaram a 130 km/h em várias localidades, tanto no estado quanto no Uruguai. A meteorologista Estael Sias, da MetSul Meteorologia, comentou sobre a gravidade da situação ao Correio do Povo.

Após a tempestade, mais de 2 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica. Pelotas, uma cidade na região Sul do estado, foi uma das mais afetadas. Um dos momentos mais dramáticos ocorreu quando os fortes ventos destruíram o templo da Igreja Missionária Pentecostal Jesus Ama Você, localizado no bairro Guabiroba.

A situação foi crítica. Com a força dos ventos, o telhado de um prédio vizinho foi arrancado e acabou atingindo a igreja. O templo desabou completamente, e o acidente aconteceu pouco antes do horário de um culto programado para às 19h30. Por sorte, o pastor Everson decidiu cancelar a reunião apenas 15 minutos antes, o que evitou que alguém estivesse presente no local no momento da queda. “Como o tempo estava se enfeiando, eu cancelei o culto, porque se não nós estaríamos todos aí debaixo dos destroços da igreja”, relatou o líder em entrevista ao jornal local “A Hora do Sul”.

O pastor mencionou que cerca de 20 pessoas, incluindo mulheres e crianças, estariam na igreja se o culto não tivesse sido cancelado. “A mão de Deus é maravilhosa! Nós não estávamos lá. Foram só danos materiais, isso aí a gente reconstrói com a graça do Senhor”, destacou ele, aliviado.

Agora, a igreja está mobilizando a comunidade para arrecadar doações e ajudar na reconstrução do templo. “Não sobrou nada. Nada se aproveitou, se perdeu desde som, cadeira, tudo o que nós tínhamos. É triste de ver, mas tenho certeza que Deus vai nos erguer, vai nos ajudar a construir novamente”, afirmou o pastor em um vídeo que compartilhou no Facebook. A determinação e a fé da comunidade são visíveis, e muitos já se mobilizam para ajudar nesse momento de recomeço.

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João Ribeiro