Pastores criticam lei de Massachusetts que permite aborto até o nascimento

Recentemente, uma nova lei aprovada em Massachusetts causou bastante repercussão. A legislação acaba com os limites de idade gestacional para a realização de abortos, permitindo que o procedimento seja feito até o momento do nascimento. Essa mudança foi sancionada pela governadora democrata Maura Healey e fez com que Massachusetts se tornasse o décimo estado americano a adotar essa medida.

Antes da nova lei, o estado tinha restrições para abortos após 24 semanas, exceto em situações específicas. Agora, com a sanção, a nova regra deve entrar em vigor em 90 dias. Essa decisão gerou reações intensas entre líderes cristãos e grupos pró-vida, que não hesitaram em expressar sua indignação.

Reações de Líderes Religiosos

O evangelista Franklin Graham, presidente da Samaritan’s Purse, não poupou palavras ao criticar a nova legislação. Ele a chamou de “assassinato” e “maligna”, afirmando que ficou chocado com os aplausos e sorrisos durante a cerimônia de assinatura. Para ele, a maneira como a governadora apresentou o aborto como uma questão de saúde para as mulheres é preocupante. Graham citou a Bíblia para enfatizar sua posição, alertando que as pessoas que aplaudiram essa decisão poderão, um dia, prestar contas a um Deus Santo.

Outro pastor, Jentezen Franklin, também se manifestou, lamentando que cada vida tem um valor inestimável. Ele disse que a retirada dos limites para o aborto deveria nos fazer refletir e agir de forma imediata. Para ele, a vida deve ser protegida desde o primeiro batimento cardíaco até o último suspiro.

Análises Críticas

O teólogo Albert Mohler, presidente do Southern Baptist Theological Seminary, chamou a decisão de “um dia sombrio para a santidade da vida”. Ele destacou a gravidade moral de permitir abortos em estágios avançados da gestação e viu isso como parte de um movimento mais amplo a favor do aborto nos Estados Unidos.

Evan Lenow, presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa, também se juntou às críticas. Ele descreveu a nova lei como horrível, afirmando que ela autoriza a morte de muitos bebês, que são vistos como pessoas feitas à imagem de Deus. Lenow mencionou o esforço de promover ultrassons em centros de apoio à gravidez como parte da luta contra o aborto.

Vozes Pró-Vida

A presidente da SBA Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, e a presidente da National Right to Life, Carol Tobias, também se manifestaram contra a nova legislação. Dannenfelser ressaltou que abortos em estágios avançados podem envolver práticas cruéis, como o desmembramento do feto, algo que deveria chocar a sociedade. Tobias, por sua vez, enfatizou que a lei elimina as últimas proteções para as crianças que podem sentir dor e sobreviver fora do útero, argumentando que isso não é compaixão nem assistência médica.

Com essa nova legislação, Massachusetts se junta a outros estados que não impõem limites gestacionais para o aborto, como Alasca, Colorado e Nova Jersey. Essa mudança no cenário legal traz à tona uma discussão profunda sobre vida, ética e direitos, refletindo a complexidade do tema do aborto na sociedade atual.

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João Ribeiro