Mortos e feridos na Ucrânia alcançam maior índice desde 2022

Parece que o mês de julho foi especialmente difícil na Ucrânia, com um aumento alarmante no número de civis mortos devido à escalada dos ataques. Dados da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU revelam que pelo menos 437 civis perderam a vida em julho de 2023, além de mais de 2,6 mil feridos. Essa é a cifra mais alta registrada desde o início do conflito, um verdadeiro alerta para a situação humanitária no país.

Para se ter uma ideia do quão grave é a situação, esse número representa um aumento de 30% em relação a junho e um impressionante 70% comparado a julho do ano passado. As crianças também pagaram um preço alto, com 17 delas mortas e 166 feridas no último mês, o que marca um dos piores períodos desde abril de 2022.

Os principais responsáveis por essas tragédias são os mísseis de longo alcance e os drones, que juntos representam 38% das vítimas civis. Muitas dessas pessoas afetadas vivem longe das linhas de frente, em áreas que deveriam ser mais seguras. Um detalhe que costuma passar despercebido é que as mortes causadas por ataques aéreos com bombas guiadas aumentaram 143% em relação ao mês anterior, somando 105 mortes e 753 feridos. Isso se tornou a segunda principal causa de óbitos entre civis.

Os ataques com drones de curto alcance, especialmente em regiões próximas da linha de frente, resultaram em 111 mortes e 710 feridos, evidenciando um cenário preocupante. As cidades mais atingidas incluem Kiev, Kherson, Zaporíjia e Sumy. E não para por aí: a missão da ONU também notou um aumento nos ataques a embarcações e infraestrutura portuária nas regiões de Odessa e Mykolaiv, com pelo menos 39 incidentes que resultaram em 19 mortes e 25 feridos. Esses números deixam claro como a violência continua a afetar a vida de tantas pessoas inocentes na Ucrânia.

Sobre o Autor

João Ribeiro