Mulher é liberta do satanismo após oração e jejum

Durante muitos anos, a vida de Nichole Henson foi marcada por experiências dolorosas. Ela passou por traumas relacionados a abusos, violência e práticas ocultistas que deixaram marcas profundas em sua saúde mental. Ansiedade, depressão e até pensamentos suicidas foram companheiros constantes em sua jornada. Mas a história de Nichole não é apenas sobre dor; é também sobre transformação e esperança.

Nichole cresceu vivendo com sua mãe e o padrasto, mas passava as férias na casa do pai. Essas visitas, no entanto, eram tudo menos tranquilas. “Meu pai se envolveu com bruxaria, satanismo e rituais de magia negra. Eu tinha tanto medo. Não queria ir, mas não podia contar a ninguém”, relembra. Essa atmosfera de violência e ocultismo fez com que, ainda criança, ela desenvolvesse comportamentos autodestrutivos. “Eu destruía meus brinquedos, chorava e tinha pensamentos suicidas”, conta. Além disso, a jovem se via assombrada por vozes e sombras, o que tornava sua vida ainda mais angustiante.

Na adolescência, Nichole buscou abrigo em relacionamentos com homens mais velhos. Casou-se aos 16 anos e logo se tornou mãe, mas o casamento foi outro capítulo difícil, repleto de abusos emocionais. “Eu me sentia inútil. Ele me dizia que ninguém poderia me amar, e eu acreditava”, recorda. Foi só quando sua mãe e o padrasto conheceram Jesus e a convidaram para a igreja que sua vida começou a mudar. Aos 18 anos, ela entregou sua vida a Cristo, mas as cicatrizes dos traumas permaneceram.

“Eu sentia a presença de Deus, sabia que tinha a salvação, mas a depressão e a ansiedade não iam embora”, explica. Após um divórcio em 2021, Nichole conheceu Ron, seu segundo marido, mas ainda lutava contra as opressões que a acompanhavam. “Eu perguntava a Deus: ‘Por que não sou curada? O Senhor não me ama?’”, lembra, com um misto de dor e questionamento.

O que mudou tudo para Nichole foi uma pregação sobre libertação que a fez ver sua situação sob uma nova luz. “O Senhor me disse para orar e jejuar durante uma semana pela minha libertação”, conta. Inspirada, ela chamou seus pais para orar por ela. O que se seguiu foi um momento intenso de clamor que durou mais de quatro horas. Desde aquele dia, Nichole não teve mais os sintomas de opressão que a acompanhavam.

Com o tempo, ela aprendeu a enxergar sua vida através da perspectiva da fé. “Agora posso confiar em Deus, e isso transformou tudo”, afirma. Nichole conseguiu reconstruir seus relacionamentos, estar presente na vida do filho e dos netos, e até se envolver em ministérios. “Minha vida mudou completamente, e tudo por causa de Deus. Hoje, mesmo nos momentos difíceis, sou grata”, conclui com um sorriso no rosto.

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João Ribeiro