A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2027, que vai acontecer em Seul, na Coreia do Sul, está cada vez mais próxima. E os jovens de várias partes do Brasil já estão em pleno movimento para se preparar para essa grande peregrinação. A preparação vai muito além de apenas organizar a viagem. É um momento de arrecadar recursos, aprender sobre a cultura coreana, lidar com um novo idioma e, principalmente, fortalecer a fé para o encontro com o Papa Leão XIV e com outros jovens do mundo todo.
Preparação para a JMJ: um processo significativo
O padre Ailton Evangelista, que trabalha no Setor Juventudes e no Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Lorena (SP), compartilha que a JMJ não é apenas um evento para assistir. “A experiência começa bem antes da viagem”, explica. Para ele, tudo começa no coração dos jovens, com orações e entusiasmo. Ele ressalta que a jornada de peregrinação vai além do turismo; é um momento de vivência intensa, onde se experimentam diferentes culturas e idiomas. “Na JMJ, você é sempre um peregrino”, afirma.
O papel da fé na preparação
A estudante Maria Luísa Mucciatto Tokarski, de 20 anos, começou a sonhar com a JMJ depois do encontro em Lisboa, em 2023. Ela decidiu entregar esse desejo a Deus e, quando recebeu o convite do grupo da paróquia, ficou emocionada. “Isso me deu muita motivação para viver essa aventura”, conta. Apesar da empolgação, ela reconhece os desafios, especialmente o idioma. Para se preparar, tem se dedicado a aprender sobre a língua e cultura coreana, pedindo sabedoria e discernimento a Jesus.
Para viabilizar a viagem, Maria Luísa também participa de eventos organizados pelo Setor da Juventude da Arquidiocese de Curitiba, onde os jovens se mobilizam para arrecadar fundos. “Esse projeto é uma grande lição de comunidade. Deus está conosco a cada passo”, destaca.
A coragem de enfrentar o desconhecido
André da Costa, de 23 anos, também faz parte do grupo de Maria Luísa. Ele sentiu um chamado de Deus para essa jornada e acredita que a decisão de ir à Coreia é mais do que lógica. “Parece impossível não ir agora”, diz ele. Entre os desafios, André menciona a culinária e o idioma. Ele deve passar alguns dias na Diocese e possivelmente ser acolhido por uma família local. Apesar das incertezas, a confiança em Deus tem sido fundamental para ele. “É impressionante como o apoio do grupo faz a diferença”, ressalta.
Fé e esperança em tempos difíceis
O padre Ailton observa que os desafios que os jovens enfrentam durante a preparação refletem o tema da JMJ 2027: “Coragem! Eu venci o mundo.” Ele acredita que a Igreja está atenta aos medos e esperanças das novas gerações, que enfrentam incertezas climáticas, econômicas e questões de vida. “A Igreja quer trazer a esperança que não decepciona”, afirma.
A força da perseverança
Para Maria Luísa, o tema da JMJ é um lembrete para não desistir diante das dificuldades. “Precisamos ter coragem e confiar em Jesus para superar os desafios”, diz. André também se inspira na mensagem e até fez uma camiseta com o tema da jornada, que serve como um guia para ele e seu grupo nos momentos de dúvida.
Cada esforço, cada oração e cada aprendizado durante essa preparação resultam em experiências que vão além da JMJ. O padre Ailton acredita que, após essa jornada, os jovens se sentirão mais engajados e com uma fé mais forte, prontos para sonhar com as próximas etapas de suas vidas.
Seul: uma oportunidade de encontro
O padre Ailton vê a escolha de Seul como sede da próxima JMJ como uma chance missionária. Ele destaca que a distância e as diferenças culturais podem ser uma oportunidade de promover o encontro entre diversas realidades. “Precisamos ir para levar Jesus, mas também para encontrar Jesus lá. Ele já está presente entre aquelas comunidades”, explica.
Essa experiência de troca e comunhão entre jovens de diferentes países em Seul promete ser enriquecedora e transformadora, não só para os peregrinos, mas para todos envolvidos.