Milhares de pessoas se reunirão nesta sexta-feira, 11 de setembro, em Nova York, Washington e Shanksville, na Pensilvânia, para lembrar o 25º aniversário dos ataques de 2001. Esses atentados, que marcaram profundamente a história dos Estados Unidos, resultaram na morte de quase 3 mil pessoas.
Em Nova York, o ponto central das homenagens será a praça do Memorial Nacional do 11 de Setembro. É lá que os familiares das vítimas farão a leitura dos nomes daqueles que perderam suas vidas nos ataques de 11 de setembro e no atentado ao World Trade Center em 1993. Essa tradição anual é um momento de grande emoção e reflexão.
Um detalhe que costuma passar despercebido é a importância dos momentos de silêncio programados. Às 8h46, horário da costa leste dos EUA, haverá um primeiro minuto em memória das vítimas do voo 11 da American Airlines, que atingiu a torre norte do World Trade Center. Em seguida, às 9h03, um segundo minuto lembrará o impacto do voo 175 da United Airlines na torre sul. A cerimônia continua com outros momentos de silêncio, marcando os eventos trágicos que se desenrolaram ao longo daquela manhã, incluindo a queda do voo 93 perto de Shanksville e o desabamento das torres.
Este ano, uma nova tradição será adicionada: um sétimo minuto de silêncio após a leitura dos nomes, dedicado a homenagear aqueles que faleceram em decorrência de doenças relacionadas ao 11 de setembro. É um lembrete de que as consequências do ataque se estenderam muito além do dia fatídico.
Os ataques foram realizados por dezenove militantes da Al-Qaeda, que sequestraram quatro aviões de passageiros. Em resposta, os Estados Unidos iniciaram uma guerra no Afeganistão, visando derrubar o governo Talibã, que havia dado abrigo ao líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden. Após quase 20 anos de conflito, o Talibã voltou ao poder em agosto de 2021, enquanto as tropas americanas se retiravam do país. Bin Laden foi morto em maio de 2011, em uma operação das forças dos EUA no Paquistão, encerrando uma caçada que durou quase uma década.