Compromisso para evitar a repetição deste erro

Durante sua visita à França, o Papa Leão XIV teve um encontro significativo com sete pessoas que sofreram abusos por parte de membros do clero e da Igreja. Esse momento aconteceu na Casa Episcopal de Lourdes, no domingo, 27. Entre as vítimas estavam quatro homens e três mulheres, que estavam acompanhados pelo bispo de Amiens, Dom Gérard Le Stang, que também preside o Conselho para a Prevenção e o Combate à Pedofilia da Conferência Episcopal Francesa.

O Papa se reuniu de forma individual com cada uma das vítimas, ouvindo atentamente suas histórias e a dor que carregam. Muitas vezes, essas pessoas enfrentaram o silêncio ou a cumplicidade de quem deveria ter ajudado. Durante as conversas, algumas delas tiveram a oportunidade de orar com Leão XIV, que se mostrou profundamente tocado pelas experiências compartilhadas. No final do encontro, ele se dirigiu a todos em uma sala da Casa Episcopal, agradecendo pelo testemunho corajoso e reafirmando seu compromisso em trabalhar para que esses abusos não se repitam. Leão XIV expressou sua solidariedade e pediu que todos rezassem por ele, concedendo sua bênção ao grupo.

O grupo de sete pessoas foi selecionado pela Conferência Episcopal Francesa e a Conferência dos Religiosos e Religiosas da França. Essa escolha foi feita após conversas com cerca de quarenta pessoas e grupos, buscando garantir uma representatividade equilibrada. Embora o número reduzido de participantes tenha gerado críticas de algumas organizações, a intenção era promover uma troca genuína, algo que o Papa Leão XIV havia solicitado. Durante o encontro, as vítimas entregaram cartas de outros grupos que também foram contatados, mostrando que as vozes estavam sendo ouvidas.

Na manhã do mesmo dia, o Papa já havia falado sobre o “doloroso flagelo” dos abusos durante seu discurso para os bispos, ressaltando a necessidade de “vigilância máxima”. Ele reconheceu os esforços da Conferência Episcopal em adotar medidas corajosas para lidar com a questão, incluindo reformas e indenizações para as vítimas. De acordo com um relatório de 2021, mais de 210 mil menores foram vítimas de abusos por quase 3 mil padres e religiosos entre 1950 e 2020. Os bispos têm se comprometido a abordar essa problemática em suas Assembleias Plenárias, buscando garantir que as vítimas sejam sempre ouvidas e respeitadas.

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João Ribeiro