Em uma mensagem especial para o Domingo do Mar, o Cardeal Michel Czerny compartilhou reflexões importantes sobre a vida no mar e os desafios enfrentados pelos trabalhadores marítimos. Este dia, que será celebrado em 12 de julho, já acontece anualmente desde 1975 e é um momento de lembrar a importância desses profissionais e o papel do mar na conexão entre os povos.
Na mensagem, intitulada “Para além da Carga e do Comércio: O Rosto Humano do Mar”, o cardeal destaca como a vida desses trabalhadores se tornou mais difícil. Ele menciona que muitos tripulantes enfrentam perigos não só relacionados ao mar, mas também a conflitos armados que os mantêm confinados em seus navios, enfrentando escassez de alimentos e até mesmo receios pela própria vida. Essa situação gera um forte sentimento de solidão e desgaste emocional, afastando-os de suas famílias e da sociedade.
Czerny ressalta que, mesmo em tempos de comunicação digital avançada, a proximidade humana é algo que está se tornando raro. Ele comenta que as pessoas precisam mais do que tecnologia; elas precisam de presença, de saber que são lembradas e acolhidas. Ele cita a encíclica do Papa Leão XIV, que nos lembra que as pessoas não devem ser tratadas apenas como dados ou mercadorias, mas como seres humanos com dignidade.
Por outro lado, o cardeal também destaca a beleza da vida no mar, onde pessoas de diferentes culturas e crenças conseguem viver em harmonia. O mar, segundo ele, não é uma barreira, mas sim uma ponte que une nações. Aqueles que trabalham nos oceanos mostram que a solidariedade e a convivência pacífica são possíveis.
Ele também nos convida a refletir sobre a importância dos oceanos, que vão além de serem rotas comerciais ou fontes de riqueza. Eles fazem parte da criação de Deus e precisam ser cuidados. A degradação ambiental nos mares é uma preocupação que afeta a todos nós, e a proteção da vida marinha é uma responsabilidade coletiva. Quando os oceanos sofrem, a humanidade também sofre.
Czerny termina sua mensagem chamando todos a promover práticas sustentáveis e éticas e a defender a dignidade dos trabalhadores marítimos. Afinal, cuidar do mar é uma forma de cuidar da nossa casa comum.