Cada lágrima pode ser uma semente de recomeço, diz diácono

Nesta quinta-feira, 6, termina a 30ª edição do Congresso Nacional dos Diáconos da Itália, realizado em Assis. Um dos destaques do evento foi o diácono brasileiro Rodrigo Dias, da Diocese de Ilhéus, na Bahia. Ele compartilhou sua vivência sobre dor, luto e a importância de recomeçar.

Rodrigo descreveu sua experiência em Assis como algo realmente marcante. Para ele, chegar à terra de São Francisco carrega um peso espiritual muito especial. “Caminhar por essas ruas, entrar nessas igrejas e perceber a trajetória de tantos homens e mulheres que buscaram viver o Evangelho com simplicidade foi uma grande inspiração”, contou com entusiasmo. Ele sentiu que sua participação foi um momento de união entre diferentes Igrejas e culturas, todas movidas pelo mesmo desejo: servir ao povo de Deus. “Quando compartilhamos nossa história com sinceridade, ela se torna um elo que toca outros corações”, observou.

Experiências de dor e perda

Durante sua conferência, Rodrigo abordou um tema muito pessoal. Ele mencionou que muitos se perguntam onde Deus está nos momentos de dor e perda. “Minha experiência pastoral me mostrou que Deus não se afasta de nossas feridas — na verdade, Ele muitas vezes se revela através delas”, afirmou. Ele ressaltou que a fé cristã não ignora a dor, mas nos ensina a enfrentá-la com esperança. “Cristo passou pela cruz antes da ressurreição. Cada lágrima pode carregar uma semente de recomeço, e Deus transforma nossas perdas em oportunidades de encontrar Seu amor”, explicou.

Chamado vocacional

Falando sobre o Mês das Vocações, Rodrigo compartilhou como descobriu sua vocação para o diaconato. Para ele, esse foi um caminho de escuta e amadurecimento, onde Deus se manifestou através de pessoas, da comunidade e de sinais ao longo do trajeto. “Ser diácono é colocar a vida a serviço: estar próximo dos que sofrem, acompanhar famílias, anunciar a Palavra, celebrar a esperança e ser presença de Cristo junto ao povo. Sou feliz porque encontrei no serviço uma forma concreta de amar”, finalizou com um sorriso no rosto.

Quem acompanha essa trajetória percebe como a experiência de Rodrigo reflete a luta e a beleza da vida, mostrando que mesmo nos momentos difíceis, há sempre um caminho de esperança e transformação.

Sobre o Autor

João Ribeiro