O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, compartilhou sua visão sobre a situação atual em Gaza e em outras partes do mundo durante o lançamento do livro “Páscoa da Paz. De João XXIII a Leão XIV rumo ao Jubileu de 2033”, de Antonio Preziosi. O evento aconteceu no Palácio Borromeo, que abriga a Embaixada da Itália junto à Santa Sé, e Parolin não hesitou em expressar sua preocupação com os conflitos em andamento.
Ele lamentou a crescente escalada de violência, especialmente em relação à guerra na Ucrânia. As informações mais recentes, segundo Parolin, indicam que um dos ataques mais significativos ocorreu entre domingo e segunda-feira, conforme relatado pelo arcebispo Paul Richard Gallagher, responsável pelas Relações com os Estados e Organizações Internacionais. Essa situação, segundo o cardeal, traz à tona a urgência de buscar soluções pacíficas.
Retomada das negociações com o Irã
Quando o assunto é o Irã, Parolin mencionou que um acordo preliminar não foi bem-sucedido e expressou sua preocupação sobre como a situação está se desenrolando. Ele comentou que a incerteza é grande: “Não sei como a situação vai terminar; acho que poucas pessoas sabem, talvez ninguém.” O cardeal espera que as negociações sejam retomadas, na esperança de que um novo acordo possa ser alcançado, beneficiando não apenas o país, mas também o mundo. Afinal, essas tensões podem ameaçar a paz global.
Contra os muros, a favor das pontes
Em relação à construção de um muro pelo exército israelense na Faixa de Gaza, Parolin reafirmou a posição do Vaticano, utilizando um lema que é simples, mas poderoso: “Não aos muros, sim às pontes”. Essa frase resume a visão do Vaticano sobre a importância de promover o diálogo e a reconciliação em vez de criar barreiras. É um apelo para que as pessoas busquem conexões e entendimentos, em vez de se isolarem em suas divisões.
A violência não é a solução
O cardeal também se pronunciou sobre os recentes episódios de violência em Bolonha, na Itália, após a morte de Abderrahim Fakir. Ele expressou seu pesar e pediu que as investigações sejam conduzidas de maneira calma e sem violência. “A violência nunca é produtiva”, destacou, enfatizando a necessidade de buscar a verdade de forma serena.
O papel da Igreja na promoção da paz
Por fim, Parolin reforçou a importância da Igreja na promoção do diálogo e da paz. Ele mencionou a crescente violência nas discussões públicas na Itália, especialmente após a condenação do joalheiro Mario Roggero. O cardeal lembrou que a Igreja continua a oferecer mensagens que podem ser construtivas e esperançadoras. Ele citou a parábola do semeador, com a esperança de que essas palavras possam gerar frutos positivos. “A Igreja nunca se cansa de repetir” a importância de valores que favorecem uma convivência pacífica e construtiva, independentemente dos desafios enfrentados.