Casal afirma que vocação matrimonial é conhecimento mútuo

A segunda semana do Mês das Vocações, que acontece em agosto, é dedicada à vocação familiar. E quando falamos de família, estamos nos referindo a algo bem maior do que apenas “juntar as escovas de dente”. O casamento é um sacramento que envolve a doação total entre duas pessoas, criando um testemunho bonito para todos ao redor.

Alisson e Solange Schila, que coordenam a Pastoral Familiar, compartilham que o discernimento vocacional para o matrimônio é tão relevante quanto para outras formas de vida. Para eles, essa fase de reflexão não deve ser apressada. “É essencial que o casal dedique tempo para orar e refletir sobre essa decisão”, sugere Solange. Alisson complementa dizendo que o discernimento no matrimônio é um pouco mais complicado, já que envolve a decisão de duas pessoas, ao contrário de outras vocações que são mais pessoais.

Durante esse processo, é importante que o casal considere se está preparado para a entrega e a construção de uma família. Solange reforça que esse é um momento de autoconhecimento e de entendimento mútuo sobre objetivos e prioridades.

A importância do apoio de outros casais

Um detalhe que costuma passar despercebido é que outras famílias podem ser grandes aliadas nesse caminho. Casais que já vivenciam a vocação matrimonial, com seus altos e baixos, podem oferecer uma visão valiosa e realista sobre o que é realmente viver essa experiência.

Passos rumo ao matrimônio

Alisson explica que a vocação familiar é uma jornada de convivência e aprendizado constante. Tudo começa com o namoro, que é a fase de conhecer a outra pessoa. Depois vem o noivado, onde esse conhecimento se aprofunda, e, finalmente, os primeiros anos de casados, que envolvem muitos desafios e descobertas.

Solange destaca a importância de assumir o outro em sua totalidade. “É fundamental conhecer e aceitar a história, a personalidade e as particularidades do parceiro”, diz ela. Além disso, Alisson menciona que a fé e a proximidade com Cristo são fundamentais nesse percurso. Ele acredita que essa conexão espiritual dá força e propósito ao casal.

O papel da Igreja

A Igreja também oferece suporte nesse processo de discernimento. Durante essa jornada, é comum que casais que já passaram por isso ajudem aqueles que estão se preparando para o matrimônio. Alisson sugere que, durante o namoro, é interessante procurar um grupo paroquial para fazer essa reflexão em conjunto.

A preparação é crucial para que a resposta do casal ao sacramento do matrimônio seja madura e consciente. A Pastoral Familiar, por exemplo, se dedica a acompanhar casais em diferentes estágios, seja de jovens que estão se preparando para casar, ou de pessoas que já convivem e desejam formalizar a união.

E, mesmo após o casamento, a Igreja continua a apoiar as famílias. Solange observa que, na educação dos filhos, a Igreja oferece um caminho seguro, sempre pautado no Evangelho. “Devemos nos esforçar para criar uma verdadeira liturgia dentro de casa, formando uma Igreja doméstica que transmita esses valores aos nossos filhos”, conclui Alisson.

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João Ribeiro