Recentemente, em uma reunião na UNESCO, o monsenhor Roberto Campisi, que representa a Santa Sé, compartilhou uma reflexão importante sobre os desafios que o envelhecimento e a fragilidade social trazem. Ele fez essa abordagem durante a 33ª sessão do Comitê Internacional de Bioética e a 14ª Sessão Extraordinária da Comissão Mundial de Ética do Conhecimento Científico e Tecnológico, que aconteceu em Paris.
Campisi começou sua fala ressaltando que a dignidade da pessoa humana é um valor que não se mede pela idade, capacidade ou autonomia. Para ele, essa dignidade é algo que se mantém intacto em todas as fases da vida, desde o momento da concepção até a morte natural. Essa afirmação é fundamental, especialmente em tempos onde a sociedade passa por tantas mudanças.
Ele refletiu sobre um ponto crucial: como podemos proteger essa dignidade humana em um mundo em que as transformações sociais e tecnológicas estão cada vez mais rápidas? No caso dos idosos, por exemplo, o aumento da expectativa de vida é uma conquista, mas também nos leva a pensar sobre o que significa envelhecer e como a fragilidade pode estar frequentemente presente nesse processo.
Outro tema que Campisi abordou foi a inteligência artificial generativa. Ele destacou que essa tecnologia levanta questões importantes sobre como produzimos, avaliamos e disseminamos conhecimento. Embora a inteligência artificial possa facilitar a pesquisa e o acesso à informação, é vital lembrar que ela não deve substituir o julgamento e a responsabilidade humana. Afinal, quem cria e compartilha esse conhecimento deve sempre manter a capacidade de discernimento.
Campisi enfatizou que o progresso da tecnologia deve estar a serviço da dignidade humana, que é um presente divino, e do bem comum. É um lembrete de que, mesmo em meio a inovações, a essência do ser humano deve ser sempre respeitada e valorizada.