é necessário pôr fim ao conflito armado

O bispo Pavlo Honcharuk, que atua na diocese de Kharkiv-Zaporizhzhia, uma das regiões mais afetadas pelo conflito na Ucrânia, teve um encontro significativo com o Papa no Vaticano. Ele expressou sua gratidão pelo apoio e pelas orações do Papa em prol da paz. Durante essa audiência privada, que aconteceu na sexta-feira, ele se sentiu reconfortado pelas promessas do Papa de que estão sendo feitos esforços para acabar com a guerra que assola seu país.

As cidades de Kharkiv e Zaporizhzhia têm sido frequentemente mencionadas nas notícias, pois estão na linha de frente do conflito, perto da fronteira com a Rússia. O bispo descreve Kharkiv como um verdadeiro “incêndio”, um lugar onde a guerra se tornou o cotidiano das pessoas.

O clima do encontro com o Papa foi caloroso. Honcharuk comentou que todos se sentiram acolhidos, e a audiência, que durou cerca de uma hora, contou com a presença de outros membros importantes da sua equipe, como o Padre Volodymyr Kyrylyuk e a psicóloga Tatiana Goncharuk. Eles compartilham uma missão de suporte aos soldados e às famílias que perderam entes queridos desde o início do conflito em 2014.

Ao se apresentar ao Papa, o bispo pediu bênçãos não apenas para si, mas para todos que trabalham em prol da proteção da vida. Ele reiterou seu agradecimento pelas orações do Papa e pela ajuda na libertação de prisioneiros, além do apoio no retorno de crianças para suas casas. As palavras de encorajamento do Papa foram um alívio para ele e seu povo, que enfrenta diariamente o peso da guerra.

Além disso, o bispo Honcharuk fez um convite ao Papa para que ele visite a Ucrânia. Ele acredita que uma visita do Papa seria um sinal poderoso de solidariedade e esperança. Ele ressaltou que levará de volta as mensagens de apoio do Papa para encorajar sua comunidade, que vive em meio a bombardeios constantes e um clima de medo.

O bispo também comentou sobre as visitas recentes de representantes do Vaticano à Ucrânia, afirmando que isso mostra o empenho da Santa Sé em ajudar o país. Ele acredita que essas ações são fundamentais para que o mundo veja a verdade sobre a situação.

Quando questionado sobre como as pessoas estão vivendo em Kharkiv, o tom do bispo se torna mais sério. Ele menciona a dor e a perda que a guerra trouxe, com muitos civis sendo atingidos e as vidas sendo ceifadas. Para ele, a situação é alarmante e reflete uma vontade do agressor de eliminar o povo ucraniano.

Honcharuk critica as recentes negociações entre líderes mundiais, argumentando que as promessas feitas ainda não resultaram em paz. Para ele, a guerra não deve ser tratada como um jogo, pois as consequências são humanas e devastadoras. A sua esperança é que a guerra chegue ao fim rapidamente e que o amor de Deus possa tocar o coração das pessoas, incentivando a dignidade humana e a empatia.

Ele acredita que a verdadeira paz só será alcançada quando o amor prevalecer, e que isso começa dentro de cada um de nós.

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João Ribeiro