Lulu, uma mulher grávida, teve sua vida transformada após aceitar Jesus e se converter ao cristianismo no Sudão. Antes, ela era muçulmana, mas encontrou no Evangelho um novo caminho. Essa mudança, no entanto, trouxe muitas dificuldades. Sua família e o marido não aceitaram sua decisão e passaram a persegui-la, na esperança de que ela voltasse ao Islã.
A vida de Lulu se tornou um verdadeiro campo de batalha. Ela enfrentou não só a rejeição, mas também agressões físicas constantes. Mesmo assim, decidiu permanecer firme em sua nova fé. Proibida de frequentar a igreja, ela se dedicava a ler a Bíblia e orar em segredo, buscando fortalecer seu relacionamento com Deus. Mas a situação piorou quando sua sogra descobriu seu Novo Testamento e a denunciou ao marido. O resultado foi uma violenta agressão, deixando Lulu gravemente ferida.
Após mais um episódio de violência, Lulu tomou uma decisão corajosa: fugir com seus cinco filhos para o Sudão do Sul. Ela estava grávida do sexto filho e temia pela sua vida e pela segurança de seus filhos. “Recebi ajuda de um bom samaritano que me deu comida e me ajudou a chegar ao acampamento”, contou Lulu. Ao chegar ao refúgio, ela se sentiu aliviada por ter acesso a abrigo, comida e água, embora soubesse que o ambiente era hostil. O medo de perder seu bebê devido à violência do marido a acompanhava, mas ela continuava grata a Deus por estar viva.
Lulu e os filhos se estabeleceram em um campo de refugiados chamado Ajowangthog. Apesar do alívio por escapar da violência, a preocupação com a segurança ainda pairava sobre ela. Temia que seus familiares a encontrassem, e essa preocupação se concretizou em 2025, quando homens desconhecidos invadiram sua casa duas vezes. Por sorte, os vizinhos a ajudaram a escapar.
Esses ataques deixaram marcas profundas em Lulu e nas crianças. Em busca de proteção, ela recorreu à Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), mas ainda não recebeu a ajuda necessária. Para garantir a segurança da família, mudaram-se para outra região. Mesmo diante de tantos desafios, Lulu não perdeu a fé. “Não me arrependo da minha decisão de ser cristã”, afirmou. Ela expressou sua gratidão a Deus por seus filhos, que conhecem o amor de Cristo através das aulas de escola dominical.
Hoje, cristãos locais têm estendido a mão para ajudar Lulu e sua família. Um líder da comunidade comentou: “A Lulu tem se mantido firme na fé e conta conosco, como igreja, para apoiá-la neste momento. Estamos fazendo o que podemos para garantir que ela não enfrente isso sozinha”. Ele também pediu orações pela proteção de Lulu e das crianças, lembrando que a situação é delicada, já que o marido pode aparecer a qualquer momento.
O Sudão, infelizmente, continua sendo um dos lugares mais perigosos para os cristãos, ocupando o 4º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas. A história de Lulu é um exemplo da luta e da fé que muitas pessoas enfrentam diariamente em busca de liberdade religiosa e segurança.