Luta contra a cristianofobia e intolerância religiosa avança

Recentemente, em Nova York, o arcebispo El Kassis, que representa a Santa Sé nas Nações Unidas, destacou a importância de reconhecer e denunciar a cristianofobia. Ele fez essa afirmação durante a reunião que celebrou o 25º aniversário da adoção da Declaração de Durban. Esse documento é um marco no combate ao racismo, à discriminação racial, à xenofobia e outras formas de intolerância.

O arcebispo enfatizou que, assim como a islamofobia e o antissemitismo, os atos de violência contra comunidades religiosas, incluindo os cristãos, precisam ser identificados e combatidos. Essa é uma questão que afeta diretamente a convivência pacífica e o respeito entre diferentes crenças.

Na sua fala, o arcebispo também trouxe à tona a Encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV. Ele ressaltou que, no mundo atual, a justiça social deve se adaptar a um cenário que é fortemente influenciado pelas tecnologias digitais. Isso significa que devemos estar atentos às novas formas de exclusão e discriminação que podem surgir nesse contexto, como o uso inadequado de dados e a falta de controle sobre a tecnologia.

Um ponto importante que ele mencionou é que todas as ações relacionadas à tecnologia devem respeitar a dignidade humana e buscar o bem comum. Afinal, a tecnologia deve ser uma aliada na promoção da justiça social, e não uma ferramenta de divisão.

Por fim, o arcebispo lembrou que a dignidade da pessoa humana é um princípio fundamental para construir uma comunidade global mais justa. Ele citou o Compêndio da Doutrina Social da Igreja, que afirma que a dignidade concedida por Deus é essencial para alcançar o bem-estar de todos. No entanto, ele também lamentou que, apesar desse ideal, ainda enfrentamos desafios, como ideologias materialistas e nacionalistas que vão contra esses valores. A luta contra o racismo e a discriminação, segundo ele, continua sendo uma necessidade urgente e moralmente inaceitável em qualquer forma.

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João Ribeiro