Nesta segunda-feira, 12 de outubro, o Santuário Nacional de Aparecida se encheu de fé e devoção com a celebração da festa de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Milhares de romeiros se reuniram para prestar suas homenagens e, ao longo da cerimônia, o convite para acolher e praticar a Palavra de Deus se fez presente, um tema que será abordado na festa da padroeira em 2026.
A missa solene, presidida pelo arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva, ocorreu às 9h e foi a primeira vez que ele celebrou essa solenidade à frente da arquidiocese. Ao início da celebração, a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi recebida com muito carinho pelos devotos. A procissão foi uma verdadeira demonstração de fé, com lenços balançando ao vento enquanto a imagem passava entre o povo, sendo finalmente colocada no Altar Central. Cada elemento da procissão refletiu o tema da Palavra de Deus, que foi semeada no coração dos fiéis.
Na sua homilia, Dom Mário enfatizou a importância de acolher tanto a Palavra de Deus quanto a presença da Virgem Maria em nossas vidas. Ele destacou que, ao acolher a imagem da Mãe Aparecida, estamos nos conectando com algo muito maior. “Maria está viva e peregrina conosco”, disse ele, lembrando que o Brasil se reúne aos pés de sua padroeira em momentos de alegria e dor, nas casas, nas comunidades e durante as romarias.
O arcebispo também mencionou três figuras importantes da Liturgia do dia: a rainha Ester, a mulher do Apocalipse e a Mãe de Jesus nas bodas de Caná. Ele começou falando sobre Ester, que, mesmo em um momento de vulnerabilidade, se arriscou para proteger seu povo. “Quem ama se coloca diante dos sofrimentos e das necessidades dos outros”, observou Dom Mário, encorajando todos a não se deixarem levar pela indiferença.
Ao falar sobre a mulher do Apocalipse, ele ressaltou que, mesmo ameaçada, ela permanece firme e protegida por Deus, simbolizando esperança e vitória. A imagem de Nossa Senhora Aparecida, assim, se torna um símbolo de ternura e resiliência para milhões de brasileiros. “Conhecer a Palavra é aprender a permanecer de pé quando a vida nos tenta derrubar”, comentou o arcebispo, sublinhando que, ao fazermos o bem, nos mantemos firmes.
Dom Mário também trouxe à tona a passagem das bodas de Caná, onde Maria, atenta às necessidades, não hesitou em agir. “Ela não diz ‘façam o que eu quero’, mas ‘fazei o que ele vos disser'”, enfatizou. Ele lembrou que, muitas vezes, sabemos o que Jesus nos pede, mas não agimos de acordo. “É fundamental que caminhemos juntos, assim como os apóstolos e os pescadores que encontraram a imagem de Nossa Senhora”, disse ele, ressaltando que a Igreja se fortalece quando seus membros estão unidos.
O arcebispo apresentou ainda um novo projeto chamado “Semear a Palavra”. Ele explicou que, nos próximos anos, um mosaico especial será instalado no teto do Santuário, simbolizando um jardim que florescerá com a participação de todos. “Esse projeto é um convite à missão, onde cada um pode semear a Palavra de Deus em sua vida diária”, destacou. O desejo é que esse jardim represente uma Igreja viva e acolhedora, onde a Palavra de Deus encontre corações prontos para produzir frutos de esperança e fraternidade por todo o Brasil.