Nova embaixada no Iraque representa sinal de esperança

A inauguração de um novo edifício para a Embaixada do Iraque junto à Santa Sé trouxe um ar de otimismo, segundo o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé. Em seu discurso, ele destacou que esse evento é um símbolo de esperança em tempos em que a desconfiança parece dominar o cenário mundial. Ele enfatizou como uma embaixada pode ser um espaço seguro para o diálogo e a colaboração entre nações.

Parolin mencionou que a diplomacia é a única maneira verdadeira de resolver conflitos, longe da violência. Para ele, essa prática é fundamental porque se baseia na dignidade compartilhada de todos os seres humanos. Ao relembrar a história das relações entre a Santa Sé e o Iraque, ele ressaltou que a presença de um Delegado Apostólico na região existe desde o século XIX, e que faz 60 anos, em 1966, as relações diplomáticas foram formalizadas.

O Cardeal também trouxe à tona as palavras do Papa Paulo VI, que falava sobre os benefícios das relações diplomáticas. Ele afirmou que essas seis décadas de interações demonstraram a importância de manter um canal diplomático constante, especialmente em momentos difíceis para o Iraque, onde os cristãos são parte essencial da sociedade.

Durante sua fala, Parolin fez questão de agradecer a todas as pessoas que, de maneira prática, ajudaram na construção dessa relação, dedicando suas vidas a curar os danos causados pela guerra e a plantar novas esperanças. Ele lembrou que as raízes dessa conexão são profundas, citando Abraão como um pai comum que nos une, e mencionou que a antiga Mesopotâmia é, de certa forma, o berço da humanidade.

O olhar de Parolin se voltou também para o futuro, especialmente em relação aos jovens iraquianos. Ele expressou o desejo de que a Igreja continue a oferecer educação de qualidade através de suas instituições, como a Universidade de Erbil, contribuindo assim para a construção de um Iraque mais pacífico e estável. Ao finalizar, o Cardeal deixou uma mensagem de esperança, desejando que essa sensação, herdada de Abraão e vivida ao longo das relações diplomáticas, perdure na nova embaixada e inspire o futuro.

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João Ribeiro