Pão não pode ser afetado pela guerra

Neste domingo, 11 de novembro, o Papa Leão XIV voltou seus pensamentos para a Ucrânia durante a oração do Angelus, destacando a gravidade da situação que se estende além das fronteiras do país. Ele enfatizou que a guerra não afeta apenas os que estão em combate, mas também aqueles que dependem da importação de cereais, principalmente nos países mais pobres. Ele fez um apelo sincero para que as partes conflitantes garantam o transporte seguro desses alimentos pelo Mar Negro, afirmando de forma contundente: “O pão de cada dia de milhões de pessoas não pode ficar refém da guerra.”

A fala do Papa reflete uma preocupação crescente com a insegurança alimentar, que se intensifica em regiões que já enfrentam desafios econômicos. Na prática, isso significa que muitas famílias estão lutando para colocar comida na mesa, e a guerra na Ucrânia apenas piora essa situação, afetando principalmente os mais vulneráveis.

Neste domingo, também foi lembrado o Dia das Vítimas de Acidentes de Trabalho na Itália. O Papa expressou sua solidariedade a todos que perderam a vida ou ficaram feridos enquanto trabalhavam. Ele elogiou a Associação Nacional dos Mutilados e Inválidos do Trabalho, ressaltando a importância da prevenção de acidentes para proteger vidas. Essa é uma questão que muitas pessoas enfrentam no dia a dia, e o Papa chamou a atenção para a necessidade de um ambiente de trabalho seguro e acolhedor.

Além disso, Leão XIV mencionou a beatificação da irmã Maria Inácia Isacchi, que ocorreu no sábado, 10, em Mântua. Essa religiosa é conhecida por sua dedicação à educação e ao cuidado dos necessitados. Ao trazer à tona seu legado, o Papa convidou todos a se inspirarem em sua vida e a renovarem seu compromisso com a caridade cristã. É um lembrete de que pequenas ações de bondade podem fazer uma grande diferença na vida das pessoas ao nosso redor.

O Papa também enviou uma saudação calorosa aos membros da Hermandad del Señor de los Milagros, que participaram de uma procissão em Roma. Essa devoção, muito popular no Peru, tem raízes que remontam ao século XVII e atrai multidões todos os anos, especialmente em outubro. Leão XIV, que já viveu no Peru, está ansioso para sua próxima visita ao país, marcada para 11 de novembro. Durante essa viagem, ele visitará Lima, Chiclayo, Cusco e Pucallpa, com retorno a Roma previsto para 16 de novembro.

Esses momentos refletem a preocupação do Papa com as questões sociais e espirituais, mostrando que, mesmo em tempos difíceis, há sempre espaço para a solidariedade e a esperança.

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João Ribeiro