Na última sexta-feira, 14, o Papa Leão XIV fez sua primeira visita à Biblioteca Apostólica Vaticana como Pontífice. A ocasião foi marcada pela inauguração de uma nova exposição, e o Papa não deixou de interagir com os funcionários da biblioteca e do Arquivo Apostólico. Ele falou de maneira descontraída, refletindo sobre como Deus se manifesta na vida das pessoas, muitas vezes com um toque de humor.
Uma curiosidade interessante é que Leão XIV comemorou seu aniversário no mesmo dia em que estava em uma biblioteca, o que o levou a relembrar sua mãe, Mildred Martínez, que foi bibliotecária. Durante seu discurso, o Papa elogiou a importância da Biblioteca Apostólica e do Arquivo Apostólico, ressaltando seu papel fundamental na promoção da cultura em benefício da Igreja e da sociedade como um todo.
A Magia dos Livros
O Papa compartilhou sua visão sobre o ambiente sereno que uma biblioteca proporciona. Ele mencionou que os livros, embora silenciosos, têm o poder de acalmar e ao mesmo tempo estimular uma inquietação interior. Ele se lembrou de Santo Agostinho, que encontrou consolo e clareza ao ler a Carta de São Paulo aos romanos, o que o levou a um desejo ainda maior de explorar as Escrituras. “Os livros nos ajudam a nos conectar com o divino, a fonte da verdade e do amor”, comentou Leão XIV, enfatizando a importância da biblioteca em manter viva essa busca.
Um Coração Pulsante
O Papa fez uma bela analogia ao comparar a Biblioteca Apostólica a um coração. Ele explicou que, assim como o coração tem dois movimentos — a sístole e a diástole — a biblioteca também tem sua dualidade. Na sístole, o local é um refúgio de tranquilidade, onde o respeito e o cuidado reinam. “A singularidade da biblioteca se deve ao tesouro inestimável que ela abriga”, acrescentou.
Ele também incentivou a experiência de visitar a biblioteca presencialmente, ressaltando que, embora muitos livros estejam disponíveis online, a atmosfera de troca de ideias e conexões é insubstituível. “É muito mais do que acessar um acervo. É sobre vivenciar o espaço”, afirmou.
Na diástole, o movimento de expansão, o Papa trouxe à tona o legado de seu antecessor, Leão XIII, que promoveu grandes mudanças culturais, como a abertura dos Arquivos Vaticanos para pesquisadores. A nova exposição que foi inaugurada reflete essa tradição de acolhimento e diálogo.
Leão XIV concluiu sua fala destacando a importância de se manter fiel ao passado, enquanto se busca novas formas de reconciliação e entendimento. Ele também anunciou que novos espaços na biblioteca serão criados, com um motu proprio assinado no mesmo dia, reafirmando o compromisso da instituição com o futuro.