Papa expressa apoio à Venezuela e pede ajuda às vítimas

Neste domingo, 28, o Papa Leão XIV usou um momento especial, ao final da oração do Angelus, para manifestar sua solidariedade às vítimas dos recentes terremotos na Venezuela. Ele expressou seu pesar pelas vidas perdidas e pelos muitos feridos, além de comentar os danos materiais causados pela tragédia. “Rezo ao Senhor pelo descanso eterno dos falecidos e estou perto dos familiares, dos feridos e de todos que foram afetados por essa situação tão difícil”, disse o Papa, lembrando ainda do esforço de todos que estão trabalhando para oferecer ajuda e apoio.

Na véspera, durante um importante encontro, o Pontífice já havia compartilhado esse sentimento de compaixão em nome de todo o Colégio Cardinalício, ressaltando a necessidade de solidariedade internacional. Ele pediu orações para todos os envolvidos nas operações de socorro e destacou a importância da união nesse momento crítico.

O presidente da Cáritas Venezuelana, Dom José Luis Azuaje Ayala, também fez um apelo à população. Ele pediu que todos rezem pelo país e por aqueles que estão sofrendo. Em suas declarações, Dom Azuaje enfatizou a urgência de acelerar as buscas por possíveis sobreviventes que ainda possam estar sob os escombros. Ele sugeriu que haja uma avaliação imediata das infraestruturas, já que os tremores secundários podem ter causado danos adicionais, e propôs um esforço conjunto entre diferentes agências e a sociedade civil para minimizar as consequências da tragédia.

Os terremotos, que ocorreram na quarta-feira, 24, tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. Os números oficiais já indicam pelo menos 1.400 mortos, mais de 3 mil feridos e cerca de 50 mil desaparecidos. O governo declarou estado de emergência em várias regiões, sendo La Guaira, próxima à capital Caracas, a mais afetada. As equipes de resgate estão avaliando os danos e buscando sobreviventes em meio aos escombros de residências, hotéis e estabelecimentos comerciais. Infelizmente, muitos estão desabrigados e relutam em retornar para casa devido ao medo de novos tremores.

Além da destruição das moradias, hospitais também foram danificados, e parte da rede elétrica e de abastecimento de água entrou em colapso. A Cáritas Venezuelana, em parceria com as dioceses locais, está organizando centros de acolhimento, prestando assistência às vítimas e oferecendo apoio psicológico à população, que está passando por momentos de grande aflição. Diante da gravidade da situação, a Cáritas fez um apelo por doações de dinheiro, alimentos não perecíveis, medicamentos e itens essenciais. Dom Azuaje reforçou que a mobilização de todos — sociedade, empresas e autoridades — será crucial para enfrentar os desafios que surgem após esse desastre devastador.

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João Ribeiro