Papa lamenta naufrágio no Zimbábue e reza pelas vítimas

Um triste acidente marcou o Lago Kariba, no Zimbábue, onde um naufrágio deixou ao menos 92 pessoas mortas, incluindo 18 crianças. O incidente ocorreu no dia 11 de agosto e, desde então, equipes de resgate têm se mobilizado para encontrar vítimas e recuperar corpos. A situação é profundamente lamentável, e a preocupação com aqueles que perderam entes queridos é evidente.

O Papa Leão XIV se manifestou sobre a tragédia, expressando sua solidariedade às famílias afetadas. Em uma mensagem enviada através do Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, o Papa compartilhou sua tristeza e ofereceu orações, pedindo a Deus que conforte os que sofrem. Ele também destacou a importância do trabalho das autoridades e das equipes de emergência que estão atuando na resposta ao desastre.

O naufrágio ocorreu enquanto a embarcação fazia a travessia do lago, que é um dos maiores reservatórios artificiais do mundo. O barco, que tinha capacidade para 90 passageiros, estava transportando mais pessoas do que o permitido, o que certamente contribuiu para a gravidade do acidente. A Agência de Proteção Civil do Zimbábue informou que 77 pessoas foram resgatadas com vida, mas as buscas continuam em busca de mais vítimas.

Em resposta ao desastre, o presidente Emmerson Mnangagwa declarou estado de desastre no país, o que permite a liberação de recursos adicionais para ajudar nas operações de emergência e no apoio às famílias afetadas. As investigações sobre as causas do naufrágio estão em andamento, e um detalhe que chama a atenção é que a embarcação estava em operação há 41 anos, realizando a travessia sob condições de vento forte.

Recentemente, uma cerimônia em memória das vítimas foi realizada no estádio de Kariba, reunindo familiares e moradores da região. Essa tragédia é um lembrete da importância do Lago Kariba, que serve como uma via essencial de transporte para muitas comunidades rurais e pesqueiras, especialmente considerando que as estradas e o transporte público na área são limitados.

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João Ribeiro