Nos últimos dias, a situação na cidade ucraniana de Oleshky, que está sob ocupação russa, ganhou destaque nas palavras do Papa Leão XIV. Ele fez um apelo por um cessar-fogo humanitário, enfatizando a importância da colaboração e do diálogo para que a paz possa ser alcançada. O Papa expressou sua esperança de que a ação humanitária realizada na cidade inspire novas iniciativas em busca de um entendimento duradouro.
Durante a oração do Angelus, realizada no último domingo, 1º de novembro, o Papa fez referência à recente evacuação de civis em Oleshky. Essa cidade, que antes da guerra contava com cerca de 24 mil habitantes, viu sua população reduzir drasticamente para cerca de 2 mil pessoas, incluindo 50 crianças. A vida nessa região tem sido extremamente difícil, com a população enfrentando a falta de água, eletricidade, medicamentos e ambulâncias. A única ponte que conectava Oleshky a Kherson foi destruída, tornando praticamente impossível a saída dos moradores.
Leão XIV já havia solicitado ao presidente russo, Vladimir Putin, e ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, uma trégua para facilitar a chegada de ajuda humanitária e a evacuação segura da população. O cessar-fogo, que começou em 23 de outubro, foi um passo importante, mediado pelos Estados Unidos, e permitiu que os moradores de Oleshky começassem a deixar a cidade. A expectativa é de que essa trégua, que se estende até 2 de novembro, possa abrir caminho para uma solução mais ampla e duradoura.
A evacuação trouxe um pequeno alívio em meio à tragédia. Apesar de não se saber exatamente quantos civis conseguiram chegar a áreas seguras, um detalhe que chama a atenção é que a pessoa mais velha entre os deslocados tem 94 anos, enquanto a mais nova tem apenas um ano. Isso evidencia o impacto devastador da guerra na vida de pessoas de todas as idades.
O Papa também dedicou suas orações às vítimas de conflitos ao redor do mundo, pedindo que a trégua em Oleshky não seja apenas temporária, mas que sirva como um impulso para a construção de uma paz que realmente perdure. Ele elevou suas súplicas a Maria, Rainha da Paz, para que todos que sofrem em razão da guerra encontrem conforto e esperança.
O Conselho Ucraniano das Igrejas e Organizações Religiosas também se manifestou sobre a situação, celebrando o sucesso da ação humanitária em Oleshky. Eles agradeceram ao Papa e a todos que contribuíram para essa missão, destacando a importância dos acordos que possibilitaram a assistência às vítimas. Além disso, o Conselho se mostrou otimista de que essa experiência possa ser replicada em outras comunidades que também precisam urgentemente de ajuda.
As Igrejas ucranianas continuam a rezar pelo fim da guerra e por uma paz justa, refletindo o desejo de muitos por um futuro melhor para a Ucrânia.