Papa reza pelas vítimas do terremoto na Venezuela

Após a oração do Angelus, o Papa Leão XIV falou sobre a Venezuela, que tem enfrentado um momento de grande dor devido a dois terremotos devastadores. Esses tremores, ocorridos em 24 de junho, resultaram na morte de quase três mil pessoas, e a situação continua muito grave.

O Papa se dirigiu à multidão em espanhol, expressando sua solidariedade aos venezuelanos que perderam entes queridos. Ele lembrou que as vítimas e todo o povo da Venezuela estão em suas orações. “Que o Senhor os ampare neste momento de grande dificuldade”, disse o Papa, transmitindo uma mensagem de esperança e apoio.

Recentemente, o Ministério das Comunicações da Venezuela divulgou que o número de mortos chegou a 2.954, com 16.592 feridos. Este terremoto é considerado um dos mais fortes da América Latina, e, embora o governo não tenha oficializado dados sobre desaparecidos, as Nações Unidas estimam que esse número pode alcançar 50 mil. Além disso, mais de 16 mil pessoas ficaram sem casa, e 856 edifícios foram severamente danificados. Na prática, muitos desabrigados estão nas ruas ou vivendo em condições precárias.

As equipes de resgate, que incluem profissionais dos Estados Unidos, Chile e outros países, estão encerrando as buscas por sobreviventes entre os escombros. Um caso emocionante foi o resgate de um homem que ficou preso sob os escombros por oito dias, trazendo um pouco de esperança em meio à tragédia.

Enquanto isso, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou algumas medidas financeiras para ajudar a população. Em um comunicado nas redes sociais, a Conferência Episcopal Venezuelana informou que a CXXVI Assembleia Ordinária Plenária, que estava marcada para os próximos dias, foi adiada. Os bispos decidiram dedicar esse tempo a apoiar pastoralmente os venezuelanos afetados por essa situação dolorosa, oferecendo consolo e esperança.

Os dois terremotos ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e atingiram principalmente o norte da Venezuela, sendo o mais forte deles registrado com magnitude 7,5. Esse evento trágico acontece em um contexto em que o país já enfrenta uma crise econômica e política profunda.

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João Ribeiro