A Prefeitura da Casa Pontifícia anunciou que, a partir da tarde deste domingo, 5 de julho, o Papa vai se mudar para Castel Gandolfo, onde ficará até o dia 27 de julho. Essa escolha não é novidade, já que, assim como no ano passado, o Pontífice opta por esse lugar tranquilo para descansar durante o verão europeu.
Em um comunicado, foi esclarecido que, durante essa estadia, todas as Audiências Gerais estão suspensas. Isso significa que os encontros de quarta-feira, assim como as audiências privadas e especiais, também não acontecerão nesse período. Para quem acompanha o Papa, é bom saber que, aos domingos de julho, o Angelus será recitado na Praça da Liberdade, direto de Castel Gandolfo, permitindo que os fiéis se conectem com ele mesmo à distância.
Um detalhe que costuma passar despercebido é que, em 2025, o Papa Leão XIV já havia passado 16 dias de descanso na Villa Barberini, em Castel Gandolfo. Nesse período, ele manteve alguns compromissos públicos, como celebrações em “Borgo Laudato si’” e encontros importantes, incluindo um com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Ele também teve uma conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em um momento delicado, após um ataque militar à Igreja da Sagrada Família, em Gaza. Além disso, o Papa Leão conversou com Mahmoud Abbas, presidente da Palestina, mostrando o quanto esses encontros, mesmo em um período de descanso, podem ser significativos.
Assim, Castel Gandolfo se torna não apenas um refúgio, mas também um espaço onde o diálogo e a reflexão continuam, mesmo nos momentos de pausa.