Papa visita locais em Lampedusa em homenagem a migrantes

No último sábado, dia 4, o Papa Leão XIV iniciou uma visita pastoral à ilha de Lampedusa, um lugar que carrega muitas histórias e desafios relacionados à migração. Ele passou por diversos pontos importantes da ilha, todos conectados à realidade dos migrantes que buscam um novo começo na Europa, atravessando o Mar Mediterrâneo.

O Papa chegou às 8h54, após uma viagem de pouco mais de uma hora. Sua primeira parada foi no cemitério local, onde prestou homenagem aos migrantes que perderam a vida durante a travessia. Com um gesto simples, deixou flores em um dos túmulos que fazem parte de um setor dedicado a essas almas. Estima-se que entre 40 e 70 pessoas estejam sepultadas ali, muitas delas sem identificação. Ao longo dos anos, alguns migrantes identificados foram levados de volta para suas famílias, mas muitos ainda permanecem sem o devido reconhecimento.

Logo em seguida, Leão XIV visitou a “Porta da Europa”, uma obra do artista Mimmo Paladino, inaugurada em 2008. Este monumento, voltado para o mar, é uma homenagem a todos que perderam a vida tentando cruzar as águas do Mediterrâneo. Durante sua visita, ele encontrou uma família de migrantes e teve um momento de reflexão sobre a situação deles.

O Papa também se dirigiu a um promontório, que serve como um memorial para as vítimas das travessias. Esse local é visível para quem chega de barco e convida todos a pensar sobre questões como direitos humanos, fronteiras e hospitalidade.

Depois, a visita seguiu para o Cais Favaloro, um local que recebeu uma placa em homenagem ao Papa Francisco, que foi o primeiro a visitar Lampedusa em 2013. Leão XIV abençoou a placa e se encontrou com um grupo de migrantes, acompanhados pela Cruz Vermelha, reafirmando o apoio contínuo da Igreja a essas pessoas.

No Campo Esportivo “Arena”, o Papa teve a oportunidade de se encontrar com fiéis, fazendo um passeio em seu papamóvel antes da celebração da Missa, que seria a última etapa de sua visita à ilha. Ele foi recebido calorosamente pelo prefeito Filippo Mannino, que expressou a importância da visita do Papa para a comunidade local. Mannino ressaltou que Lampedusa é um lugar onde muitos buscam esperança e dignidade, lembrando que algumas pessoas conseguiram encontrar um novo futuro, enquanto outras ainda estão em nossos corações.

Ao agradecer as palavras do prefeito, Leão XIV celebrou a acolhida da ilha e a memória deixada por Papa Francisco. Ele enfatizou que está ali para apoiar e encorajar a comunidade de migrantes, afirmando que a presença do Papa é um sinal de que eles não estão sozinhos. O Pontífice destacou que não estava ali para fazer discursos, mas sim para celebrar a Eucaristia, um momento especial que representa a presença de Cristo. Ele fez um apelo para que, juntos, busquem um mundo mais humano e acolhedor para todos.

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João Ribeiro