O Cardeal Matteo Zuppi, que é o enviado especial do Papa para questões humanitárias e também presidente da Conferência Episcopal Italiana, acaba de concluir sua terceira missão em Moscou. Essa visita aconteceu no dia 30 de setembro e se seguiu a outras duas, realizadas em junho e outubro do ano passado.
Na prática, o cardeal já havia estado na Ucrânia em julho, onde teve a oportunidade de visitar campos de prisioneiros na região de Lviv. Durante essa nova missão, ele se dedicou a conversar com prisioneiros de guerra ucranianos, transmitindo uma mensagem de esperança e proximidade do Papa Leão XIV. A intenção era mostrar que esses soldados estão sendo lembrados e que há a esperança de que eles possam voltar para casa em breve.
Em sua estadia de três dias em Moscou, o cardeal Zuppi foi acompanhado pelo núncio apostólico na cidade, Dom Giovanni d’Aniello. Juntos, eles se reuniram com Yuri Ushakov, que é assessor do presidente russo Vladimir Putin para assuntos de política externa. O foco dessas conversas foi a situação dos prisioneiros, tanto militares quanto civis, além da busca por pessoas desaparecidas e o desejo de reencontros familiares. Outro ponto importante discutido foi a repatriação de menores.
Além de Ushakov, o cardeal também manteve um diálogo com Yana Lantratova, comissária para os Direitos Humanos da Federação Russa. Ela expressou sua gratidão pela abordagem construtiva do cardeal em relação a esses temas. O encontro com Maria Lvova-Belova, comissária russa para os Direitos da Criança, também foi significativo. O cardeal Zuppi enfatizou a importância de acelerar as verificações necessárias para garantir que as famílias possam se reencontrar.
Essas visitas e conversas mostram um esforço contínuo para lidar com questões humanitárias delicadas e oferecem um vislumbre da complexidade das relações e dos desafios enfrentados em tempos de conflito.