Saiba quando é necessário buscar atendimento de urgência

Anualmente, o Brasil registra entre 300 mil e 400 mil casos de infarto. Isso significa que, para cada cinco a sete ocorrências, há uma morte. Essa realidade torna o infarto a principal causa de morte no país, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Por isso, é crucial estar atento aos sinais de alerta. Muitas pessoas ainda acreditam que a dor no peito é o único indicativo, mas a verdade é que os sintomas podem ser bem mais sutis.

O cardiologista Rodrigo de Moura Joaquim, que atua na Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, alerta sobre a importância de não subestimar qualquer desconforto. Quando alguém sente uma dor opressiva ou uma sensação de queimação no peito que dura mais de 20 minutos, é hora de procurar ajuda médica imediatamente. Ignorar esses sinais pode ser perigoso.

Na prática, a dor aguda geralmente acontece por causa da isquemia, que é a falta de sangue nas artérias do coração. Essa situação pode ser causada por obstruções e, se não tratada, pode levar a sérias consequências, como arritmias e até insuficiência cardíaca.

### Sintomas Atípicos

Muitas vezes, os sintomas de um infarto não são tão evidentes. Além da pressão no peito, o que costuma passar despercebido é o mal-estar geral, que pode incluir ardência, falta de ar, aceleração do coração, tontura e até desmaios em alguns casos. Esses sinais podem aparecer em diversas partes do corpo, não apenas no tórax. Por exemplo, dores na parte superior do abdômen ou no pescoço e ombros também podem ser um alerta para um problema cardíaco.

É essencial distinguir entre desconfortos passageiros e situações mais graves. Algumas características que podem indicar um infarto incluem dores em aperto ou queimação no peito, especialmente se irradiam para o braço esquerdo ou o pescoço e duram mais de 10 minutos. Esses casos precisam de atenção imediata. Por outro lado, dores pontuais e rápidas, que pioram com a respiração ou movimentos, costumam ser benignas.

### Fatores de Risco

O infarto, além de ser a principal causa de morte, é também um dos principais responsáveis por sequelas graves, como a insuficiência cardíaca. Fatores de risco como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, obesidade, estresse e envelhecimento aumentam a probabilidade de um evento cardíaco. Portanto, cuidar da saúde é fundamental para prevenir essas condições e, consequentemente, os infartos.

Manter hábitos saudáveis é um bom caminho. Isso inclui uma alimentação equilibrada, exercícios físicos e o controle do estresse. Ao adotar essas práticas, ajudamos a proteger nosso coração e a evitar problemas mais sérios.

Sobre o Autor

João Ribeiro