Nesta quinta-feira, dia 10, a Igreja celebra a memória de São Nicolau de Tolentino, um santo agostiniano que, embora não seja muito conhecido no Brasil, tem um admirador especial: o Papa Leão XIV. A devoção do Papa a São Nicolau foi revelada pelo padre David Farfán, da Diocese de Chiclayo, no Peru. Ele compartilhou que, durante seu tempo como missionário agostiniano no Peru, Leão XIV costumava visitar uma capela dedicada a São Nicolau em um povoado chamado San Nicolás. “Ele gostava de ir lá para rezar”, conta o padre, que tem uma amizade próxima com o Pontífice.
A História de São Nicolau de Tolentino
São Nicolau nasceu em 1245, na Diocese de Fermo, na Itália. Desde jovem, ele se interessou pela vida monástica e, aos 14 anos, se uniu à comunidade agostiniana em Castelo de Santo Ângelo. Inicialmente, ele viveu como oblato, seguindo as regras sem ter feito votos perpétuos. Com o tempo, ingressou oficialmente na Ordem e foi ordenado sacerdote em 1274.
Durante sua vida, São Nicolau dedicou-se a muitas penitências e jejuns. Ele seguia uma dieta tão restrita que acabou enfrentando problemas de saúde, como dores articulares e perturbações na visão. Em 1275, devido ao seu estado debilitado, ele se estabeleceu no Convento de Tolentino, onde se tornou um famoso confessor e celebrava suas missas. Sua vida chegou ao fim no dia 10 de setembro de 1305, quando faleceu antes de completar 60 anos.
A Devoção do Papa Leão XIV
Além de São Nicolau, o Papa Leão XIV tem uma profunda admiração por outros santos, como Santo Agostinho, que é uma figura central na Ordem Agostiniana. Durante uma recente viagem a Madrid, ele mencionou também São João Crisóstomo, São Tomás de Vilanova e São Turíbio de Mogrovejo como inspirações em sua vida.
São João Crisóstomo, que viveu entre os séculos IV e V, era conhecido como “boca de ouro” por suas pregações impactantes. O Papa expressou sua admiração por suas catequeses e escritos que combinavam amor à verdade e integridade.
Já São Tomás de Vilanova, que viveu entre os séculos XV e XVI, ficou famoso por sua caridade e preocupação com os pobres, recebendo o título de “o bispo dos pobres”. Isso o inspirou em seus momentos de provação, como ele mesmo afirmou.
Por fim, a devoção a São Turíbio de Mogrovejo cresceu durante o período em que Leão XIV esteve no Peru. Turíbio, que também atuou como missionário, uniu oração e justiça em sua vida, lutando contra abusos e corrupção em sua época. O Papa vê nele um modelo de entrega ao povo, especialmente aos mais necessitados.
Essas figuras não apenas moldaram a vida do Papa, mas também refletem a rica tradição da Igreja, mostrando como a santidade pode inspirar ações e mudanças verdadeiras no mundo.