Viúva em cativeiro se fortalece com louvor: “Deus me ajudou”

Em 2026, a situação dos cristãos na Nigéria se tornou alarmante. Todos os meses do primeiro semestre foram marcados por ataques, sequestros e assassinatos, conforme relatado por organizações de apoio. Sabina David é uma das muitas vítimas dessa perseguição brutal. Em uma noite fatídica, enquanto todos dormiam, homens armados invadiram sua casa e sequestraram sua família. No total, 12 pessoas foram levadas.

Durante o cativeiro, Sabina enfrentou experiências devastadoras. Ela e os familiares passaram fome, sofreram humilhações e agressões constantes. Um dia após o ataque, ela foi severamente agredida e acabou desmaiando. Ao acordar, viu seu marido acorrentado ao chão. “Estávamos presos como escravos”, recorda Sabina, em um relato comovente à organização de apoio.

A situação se agravou quando, algumas horas depois, seu esposo morreu em decorrência das feridas. Em um ato desumano, os sequestradores jogaram o corpo dele em um rio “como se fosse um cachorro”. Enquanto lidava com essa perda, os terroristas forçaram Sabina a dançar e a agrediram. “Eles mataram meus filhos no mesmo lugar em que enterraram meu esposo”, desabafou. O cativeiro era um verdadeiro tormento, onde ela se sentia como uma prisioneira, sem comida ou água.

Para suportar essa dor, Sabina se agarrou a um hino que a confortava: “Ó Cristo, aqui estou, venho ao Senhor perdida. Não há ninguém para me salvar. Não há outro ajudador, senão o Senhor”. Essas palavras a ajudaram a manter a fé e a calma durante o sofrimento. Mais tarde, ela conseguiu escapar junto com outra mulher.

Hoje, Sabina tenta reconstruir sua vida com seus quatro filhos. Ela revela que, após tudo que passou, acreditou que a morte era seu destino. Mas a fé a fortaleceu. “Deus me deu forças para contar minha história”, afirma. Ela faz um apelo sincero: “Quero que meus irmãos e irmãs em Cristo saibam que não temos paz e precisamos de suas orações”.

A perseguição na Nigéria não é um caso isolado. Milhares de cristãos vivem em condições extremas, forçados a deixar suas casas por conta da violência. Nos últimos anos, essa perseguição se intensificou, especialmente em estados como Kaduna e Katsina. Grupos armados, incluindo extremistas islâmicos, têm atacado comunidades cristãs, resultando em mortes e destruição.

Segundo informações, centenas de cristãos foram sequestrados em ataques recentes, e muitos perderam a vida durante cultos e reuniões. Esse cenário forçou milhares de famílias a abandonarem suas terras e meios de subsistência, aumentando a fome e a pobreza. Há pelo menos 5.400 famílias cristãs deslocadas que urgem por ajuda.

Para apoiar essas famílias, a organização Portas Abertas oferece algumas opções: orações, doações financeiras para ajuda emergencial ou a assinatura da petição “Desperta África”, que visa o fim da violência. Com a Nigéria ocupando o 7° lugar na Lista Mundial da Perseguição, é essencial que a solidariedade e a compaixão se unam para ajudar aqueles que mais precisam.

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João Ribeiro